sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Menos Concurso, Mais Empreendedorismo

Existem diversos amigos que sei que são grandes empreendedores, que fazem, que realizam, que podem mudar o mundo.
Eu sempre sonhei em ser advogado, não juiz, não promotor, não qualquer outra coisa, ADVOGADO, desde os 8-10 anos, eu queria ter o escritório de advocacia que levaria o meu nome. Isso se confirmou ainda mais quando vi o filme Tempo de Matar em 1996 e vi Robert Durval em A Qualquer Preço (filme que sempre recomendo aos meus alunos) em 1998, já o tinha visto em Poderoso Chefão e ficado encantado com o consigliere, a atuação de um grande advogado, sócio de uma grande firma ensinando o que não se deve fazer.
         Como eu disse eu não queria só ser advogado, queria a minha firma, queria o meu escritório, queria EMPREENDER, para isso estagiei em grandes firmas, aprendi com quem trabalhava nos bastidores do escritório, contas a pagar, contas a receber, formas de contrato e de contratação.
Aprendi o quão importante são os grandes setores de um escritório de advocacia ou de todo prestador de serviço: setor jurídico (se vc é de outro setor de serviço, é só mudar a área), administrativo, comercial e financeiro.
Enquanto estagiava, depois contratado, depois advogado, ouvi da minha mãe uma dezena de vezes que eu devia fazer concurso e eu tentava falar: - meu sonho é empreender, meu sonho é ser advogado e ajudar um empreendedor a realizar seu sonho.
Depois de uns 10 anos, de ter me realizado na profissão, ela se convenceu que valia a pena ser advogado, foi divertido quando isso aconteceu, mas isso é outra história.
Meu escritório, MARINHO E ASSOCIADOS - ADVOCACIA EMPRESARIAL, faz 7 anos nesse mês de agosto e tenho muito orgulho de ter empreendido nessa bela área e, ainda mais, de quem trabalha ou trabalhou comigo nesses anos todos.
Menos concurso, MAIS EMPREENDEDORISMO!


Rodrigo Saraiva Marinho autorizou o blog a postar o conteúdo de sua autoria. Rodrigo é advogado, professor de direito, mestre em direito constitucional pela UNIFOR, membro do Conselho Editorial da Revista Mises, presidente do Instituto Liberal do Nordeste, membro do Conselho de Administração do Instituto Mises Brasil e Diretor de Operações da Rede Liberdade.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

A Liberdade é Você



Certo dia conversava com um jovem piauiense de pouca fé. Ele usava alguns argumentos econômicos para tentar me convencer de que, por mais que você se esforçasse, nada garantia um bom resultado na vida. De fato: não há certezas na vida.



O problema é que ele se apegava tanto a essa estrutura de pensamento que transformava o ceticismo em resmungo e teimosia. Dizia ele: “perdi a fé no homem”. Ele era leitor de Richard Dawkins, o biólogo profissional e teólogo de botequim, por isso me pareceu compreensível esse comportamento.

Então lembrei de minha fé prática. De como essa coisa louca de “acreditar” funciona. E tentava conciliar o argumento da descrença no homem e em suas utopias e promessas de futuros gloriosos usando a máquina pública, com o entusiasmo inabalável de minhas ações intransigentemente eficazes da vida privada. Eu também era cético sobre a humanidade – as profecias sobre uma bancarrota da humanidade estão presentes em dezenas de religiões e previsões científicas. Mas era como se isso não me dissesse respeito. Como se um revólver apontado sobre minha cabeça ou a certeza do fim do mundo não fizessem a menor diferença. Ser livre, aqui e agora, e apesar do governo. Como dizia um outro amigo libertário, “ter vergonha na cara”. Isso é o bastante.

A plena consciência de minha existência, do que sou, do que tenho capacidade ou não de fazer, de para onde vou e do que irei realizar consome o tempo que teria para pensar na possibilidade real de nada dar certo. E daí? Eu sabia, depois de 30 anos de existência, que a tenacidade irrecuável funciona. Mas bastaria ler algumas biografias de gigantes da história para perceber isto: que a fé prática inutiliza a probabilidade do desastre. E daí? No fim, é só você, e sua certeza misteriosa na vitória, que nem uma lipoaspiração pode arrancar. Chega um momento em sua vida que você sabe exatamente o que está fazendo, com tanta clareza que você começa a entender o que é a liberdade. Não existe liberdade onde não há obstinação pela vitória. Ainda que sua obstinação seja por ficar no boliche do shopping riverside tomando cerveja com os amigos. O que, afinal, representa o seu desejo de vitória? Qual é sua meta para viver uma vida autenticamente livre? Coloque estas drogas no papel, and do it.

Esperar pelo fim ou diminuição do estado para viver em “estado” de liberdade não seria muito recomendável. Você precisa ser livre AGORA. Com as armas que tem. Ou com armas apontadas para a cabeça. Porque se o Estado implodisse amanhã, sua liberdade não estaria garantida. Dependência é escravidão. Preguiça é escravidão. Indecisão é escravidão. Covardia é escravidão. Baixa-estima é escravidão. Prepotência é escravidão. Cuidar da vida dos outros é escravidão. Foda-se o contexto: a liberdade é você. Liberdade não é um índice econômico nem um diagrama. Liberdade é você parar de se sentir “deslocado” porque pensa diferente. Como dizia um amigo conservador: “a gente nasceu pelado, careca e sem dente: o que vier é lucro!” Foi a melhor definição de liberdade que já ouvi na vida.

Você olha em volta e vê um mundo deformado, parasitado pelo estado e seus lacaios, com privações de liberdade por todos os lados. Mas nenhum crime é maior do que tirar a liberdade de consciência das pessoas. É isto o que vejo no Piauí. Corações e mentes de jovens libertários sem saber muito bem o que fazer ou como agir. Não sabem se fazem alguma coisa pela causa, ou se cuidam de sua vida pessoal e profissional. As duas causas são nobres, decida-se. Ou faça as duas. Faça pouco, ou faça muito. Não faça! Mas seja.

O terrível, o trágico e o estarrecedor de tudo  é quando se escolhe não fazer nada não pelo livre-arbítrio de nada fazer, mas apenas por achar que não fará diferença. Até o petista consegue ser mais nobre do que isso.

O bom do movimento libertário é que ninguém é obrigado a nada. Mas ele parte de uma intransigência moral tão forte que ou você aprende a ficar rico ou vai querer compartilhar a ideia profunda de liberdade com alguém, porque com 5 páginas de leitura de liberalismo, já dá pra perceber que vida, liberdade e propriedade são coisas que ou você tem, ou você quebra bem no meio. A boa notícia? Você já tem as três coisas, aqui e agora. Tem um coração batendo. Tem duas pernas e dois braços. Ou talvez não tenha um pedaço deles. E daí? O índice de liberdade de consciência não se mede em gráficos. Você não vai aprender isso lendo Mises. 

“O Estado tira minha liberdade!” Bullshit. Isso é covardia esquerdista. Conte isso para os outros, não para você mesmo. "Opressão" não está no dicionário libertário. O Estado não oprime você. A luta por mais liberdade é meramente uma questão de honra, de legítima-defesa e de poder da mente. E você pode, usando unicamente a energia empreendedora limitada por um estado escravizador, tornar-se o homem mais livre do mundo.

Sigo fazendo a minha parte, e a farei até o dia de minha aposentadoria, quando o Estado, depois de me roubar insanamente a vida inteira, conceder-me-á suas migalhas - as quais só irei receber se, como disse meu amigo sem fé, "as coisas de repente derem errado".

Nao há mais nada o que dizer. A liberdade é você.

Por: Manoela Baldesco

O tempo destrói tudo, até o sonho socialista



"Um homem que não seja um socialista aos 20 anos não tem coração. Um homem que ainda seja um socialista aos 40 não tem cabeça." 


Georges Benjamin Clemenceau (1841-1929) 




 Quem não lembra daquela clássica foto em que o então presidente Venezuelano, Hugo Chavez, deu de presente o livro “As Veias Abertas da América Latina” para o presidente dos EUA, Barack Obama? O livro do escritor uruguaio Eduardo Galeano(1940-2015) é indicado aos quatro ventos pela esquerda latino-americana aos jovens, por gerações e mais gerações. Mas o que existe de errado com o livro? 



Eduardo Galeano afirmou no aniversário em homenagem de 43 anos do lançamento do livro que não concordava com o direcionamento do próprio livro, e em declaração afirmou: “Veias Abertas pretendia ser um livro de economia política, mas eu não tinha o treinamento e o preparo necessário". Ele acrescentou: "eu não seria capaz de reler esse livro; cairia dormindo. Para mim, essa prosa da esquerda tradicional é extremamente árida, e meu físico já não a tolera."



Tal afirmação e posicionamento é um enorme choque aos militantes de esquerda, atuais e antigos. Imaginem a gama de profissionais do ensino que o elevaram a nível de “obra-prima” por anos e anos? A afirmação de Galeano causou decepção em nomes como Isabelle Allender, que escreveu texto introdutório numa das edições recentes do livro. Todo o frenesi sobre a causa da “pátria grande” latino-americana, por algum milagre indecoroso, nunca conseguiu ser o grande baluarte da educação, economia e prosperidade, como chegou a imaginar Galeano. 



Hoje a esquerda especializou-se em culpar causas externas, como colonialismo, e o “imperialismo” de todas as grandes potências. Terá ele notado a tempo? É bem verdade que Galeno escreveu o livro em um período de pós-juventude, onde os sonhos são mais importantes do que a racionalidade na busca das reais causas dos nossos fracassos continentais. Não é de hoje que tentam os revolucionários construir esse sonho que nunca se consolidou, devido, segundo a esquerda, às “forças estrangeiras”. 



Segundo a teoria do historiador romântico e nacionalista paraguaio Juan Emiliano O'Leary (1879-1969), acredita-se, por exemplo, que a “Última Guerra do Prata” foi causada por influência da Inglaterra! Para a enigmática teoria conspiratória, Brasil, Uruguai e Argentina guerrearam contra o tirano paraguaio Solano Lopez. “É culpa do imperialismo”, dizem. 



Galeano conviveu bastante com o peruano Mário Vargas Llosa(1936), renomado escritor de clássicos da literatura latina, como “Guerra do Fim do Mundo”(1981). Ele comenta a Guerra de Canudos, e dedica a obra a Euclides Cunha(1866-1909). Vargas Llosa também era um ex-simpatizante da esquerda latina, e chegou a flertar com o governo de Fidel Castro. Porém, após o apoio de Fidel à invasão da U.R.S.S na Tchecoslovaquia (“Primavera de Praga”-1968), Vargas Llosa passou a afastar-se dos movimentos de esquerda, e atualmente declara-se ativista da Liberdade na América Latina. A história do conhecimento sempre apresenta vários pensadores, que em determinado momento de suas vidas, tornaram-se mais ou menos conservadores ou liberais. Alguns, mesmo diante das atrocidades de seus antigos ideais, não tiveram hombridade o suficiente, como o caso de György Lukács(1885-1971) e outros imponentes intelectuais da esquerda. Não obstante, viram o seu mundo ao chão com o lançamento do livro “Arquipélago Gulag”(1973), escrito por Alexander Soljenítsin(1918-2008), prisioneiro em campos de trabalho forçados na U.R.S.S, e o primeiro a fazer denuncias sobre as condições aterrorizadoras dos Gulags socialistas. Seguindo as denúncias, escreveu também “Um dia na vida de Ivan Denisovich” (1962). 



É necessário lembra do escritor polonês Leszek Kolalowski(1927-2009). Ávido marxista em boa parte da sua vida, escreveu posteriormente uma extensa obra de 1.200 páginas na qual critica o marxismo em três volumes intitulados “As Principais Correntes do Marxismo”(1976). Ele leu em Jonh Locke(1632-1704) as bases do liberalismo moderno, e não poupou críticas a "Crítica da razão dialética"(1960), de Jean-Paul Sartre(1906-1980) e ao marxismo campesino do maoismo na China, bem como ao Comunismo que devastou os países do leste da Europa. 



E os nossos escritores brasileiros? Poderíamos começar não somente com Graciliano Ramos (1892-1953), que chegou a filiar-se ao Partido Comunista, e logo depois se afastou. Jorge Amado(1912-2001), um dos maiores best-sellers da literatura brasileira, ao assistir o fim da U.R.S.S pela televisão, viu a realidade do fim do socialismo real, e um mundo de crenças desmoronou junto ao muro de Berlin, ao descobrir que Stalin não era o pai dos pobres como imaginava. Para o nosso ex-deputado do Partido Comunista, o mundo cruel e as verdades expostas pelo governo de Mikhail Gorbachev (1931) foram cruciais à derrocada do sonho.



E quanto ao poeta Ferreira Gullar (1930)? Em um passado não tão distante, cantou alegorias à revolução e comentou “a beleza da moça é tão bela quanto a revolução cubana”; hoje considera o socialismo uma utopia e o capitalismo uma força invencível. Nas palavras do poeta Ferreira Gullar, sobre a insistência em ser socialista no mundo moderno, diz: - “Quando ser de esquerda dava cadeia, ninguém era. Agora que dá prêmio, todo mundo é”. Nada melhor do que o tempo. O grande problema de lutar por utopia e contra o capitalismo é tentar construir um sistema baseado em sonhos cuja aplicação só gera miséria e tragédias, enquanto a tal “força do capitalismo” é apenas um sistema econômico natural, não um sonho. 



A realidade é sempre mais prática do que qualquer romance. As “veias” da América Latina precisam de oxigênio, de mais liberdade. Você não precisa chegar aos 70 anos para enfim perceber o inevitável. 




Por: Pedrus S. Paz

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Debate entre Fernando Chiocca e um colunista do Piauí Liberal


Fernando Chiocca respondeu, no grupo "Heróis do Jenipapo" do facebook, o artigo "A Polícia e o Libertarianismo: um conflito moral.", publicado por colunista do Piauí Liberal. O artigo criticava algumas das opiniões de Chiocca, diretor do Instituto Ludwig von Mises Brasil, acerca da criminalização das ações de policiais honestos em seu artigo, "A Ética da Polícia". O debate foi (ou está sendo) franco, de bom nível, mas sem cerimônias, como em geral acontece numa rede social.

A resposta de Chiocca foi publicada pelo correspondente Edson Probo, e o colunista assina com pseudônimo "Umkara Sincero". Acompanhe trechos:




Acompanhe o Grupo de Estudos Herois do Jenipapo.



Por: Manoela Baldesco