quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Você, jovem, quer participar de uma revolução?!

Se você é jovem e sonha em mudar o mundo através de uma revolução, é preciso que saiba algumas coisas. Para mudar o mundo (de uma maneira positiva) é preciso lutar por liberdade. E liberdade não é algo que pode ser imposto e obrigatório - ou então não é liberdade. Vejamos algumas considerações sobre como mudar o mundo e fazer sua revolução pessoal:

- As revoluções realmente importantes para o mundo foram feitas por pessoas simples que criaram grandes empresas criativas. Pense em como Steve Jobs e Steve Wozniak, criadores da Apple a partir de uma garagem(!), mudaram o mundo ao criarem o primeiro computador pessoal. Eles tinham menos de 1.000 dólares quando iniciaram a empresa. Pense em como os celulares - que não são produtos governamentais, tampouco são gratuitos - estão à disposição de toda a sociedade e se tornaram uma maneira revolucionária de se comunicar.
Viva la revolución capitalista!

- Pense em todas as invenções relevantes da humanidade e pesquise sobre elas. São raras aquelas que governos tiveram a mínima participação. A maioria das grandes invenções foram feitas por pessoas comuns, muitas vezes sem dinheiro algum, e que mudaram o mundo.

- Revoluções que tiveram como base mudar e controlar governos, através de ditaduras, resultaram, sem exceções, em violência, pobreza e mortes: China, União Soviética, Cuba. Países sem liberdade, sem livre comércio, com imprensa censurada e com ditaduras agressivas que oprimem seu povo. Isso não tem nada de revolucionário.

- Os maiores genocídios e as maiores guerras do mundo foram perpetradas por governos e não por empresas privadas.

- Se você acha que o mundo só vai ser melhor quando for mais economicamente igualitário e que as pessoas deveriam dividir seus bens entre si, recomendo que você comece dividindo os seus próprios bens. Não exija dos outros sacrifícios que você mesmo não consegue fazer. Convença as pessoas, através das palavras (e não da força física), a dividirem seus bens.

- E se você acredita em uma sociedade comunista, comece sendo comunista a partir de agora (e não quando todo mundo for comunista). Pare de usar bens capitalistas (celulares, computadores, Facebook) e utilize apenas o que foi criado por governos (sim, isso é comunismo).

- Por fim, crie alguma coisa realmente relevante para o mundo. Ao invés de protestos, dê soluções para problemas que o mundo enfrenta. As pessoas ficarão extremamente gratas com você, você vai mudar o mundo e ainda ganhará muito dinheiro com isso.

Boa sorte.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

O livre mercado pode salvar o transporte público de Teresina

Quando cheguei em Teresina, lá por volta do ano de 2003, estava no ar discussões relacionadas com o aumento da passagem de ônibus: se não me engano, a passagem inteira e a meia custavam, respectivamente, 80 e 40 centavos. O aumento seria para R$ 1 a inteira e 50 centavos para estudantes.

Timon City: ônibus mais seguros, mais confortáveis e mais baratos
não foram autorizados a circular.
Firmino Filho (PSDB), o prefeito de Teresina na época (e também o atual!), era o diabo em pessoa e eu o odiava. Acreditava que ele estava do lado dos ricos e poderosos. A história me mostrou que, sobre isso, eu não estava tão enganado assim...

Lembro de ter ficado fascinado pela luta dos estudantes - ainda no auge da hegemonia cultural da esquerda, eu acreditava que organizações estudantis como a UNE realmente lutavam por um mundo melhor. Eu vibrava sempre que um ônibus era queimado ou quando uma manifestação levava o caos para a cidade.

Mas, mesmo naquela época, eu me questionava o seguinte: "Ao final dos protestos, os estudantes voltam para casa nos mesmos ônibus das empresas que eles estão protestando?" E a resposta óbvia era: Sim! Apesar de brigar tanto contra o aumento dos ônibus - e mesmo que as passagens não aumentassem - os estudantes ainda assim estariam dando lucros para as empresas de ônibus que tanto roubavam a população com a conveniência da Prefeitura.

Era um tanto patético, mas os protestos contra o aumento dos ônibus são (os de antigamente e os de hoje) o mesmo que pedir para o assaltante que está lhe roubando deixar que você fique ao menos com os documentos (ou então o chip do celular!).

Recentemente, uma polêmica envolvendo a novíssima empresa Timon City entrou na pauta da cidade: um empresário com ideais bastante liberais resolveu romper o monopólio e ofereceu um serviço mais barato (atualmente a passagem custa R$ 2,50 em ônibus sucateados e perigosos e ele resolveu cobrar R$ 2,00). E não ficou só nisso: além de mais barato, seus veículos contam com ar-condicionado e Wi-Fi para os clientes, coisa que nenhuma outra empresa de Teresina possui.

O escândalo foi rápido: as outras empresas de ônibus, que formam um cartel em conluio com a Prefeitura, impediram, através da Justiça e de outros órgãos públicos, o funcionamento da nova empresa. Atualmente, o Timon City teve que demitir seus funcionários e parou de circular totalmente sob ordem judicial.

Logo, outra velha novidade ocorreu: o atual prefeito de Teresina, o antigo Firmino Filho, anunciou mais um aumento nas passagens. Os protestos voltaram a acontecer: novamente, os estudantes pediam para que o assaltante só levasse seu dinheiro, mas deixasse os documentos.

Se são empresas privadas, então é livre mercado, não?!

Não! Empresas privadas não significam, por si só, que existe livre mercado. Existem empresas privadas em diversos países comunistas, mas esses países estão longe de ter liberdade de comércio. Tais empresas, como as de transporte público de Teresina, agem de maneira desonesta, através de negociatas com a Prefeitura para que nenhuma outra empresa entre no mercado. É um cartel sem concorrência real, com todos oferecendo péssimos serviços a preços exorbitantes.

Em um livre mercado, jamais o preço de um produto ou serviço poderia ser autorizado pelo prefeito como acontece no transporte. Os que ditam os preços - e a qualidade do serviço - são a concorrência e a liberdade para que quem quiser competir no setor como empresário.

E qual a solução disso tudo? 

Ao invés de implorarem, através de protestos inúteis, para os empresários não aumentarem seus preços,  os estudantes deveriam lutar para que haja um mercado realmente livre no transporte urbano através da desregulamentação total do setor. Diversos empresários como os da Timon City entrariam e a concorrência exigiria que apenas os melhores sobrevivessem (sem considerar que os preços também poderiam ser diferenciados de acordo com a empresa/trajeto/qualidade do ônibus). Qualquer um com um ônibus poderia oferecer os seus serviços pelo preço que quisesse. Quem decide se utiliza ou não o transporte é o cliente e não a Prefeitura.

E se você acha que a regulamentação garante a qualidade do serviço, basta você pensar: existe qualidade nos transportes públicos? Não, né? Imagine agora um setor como da informática, que é quase totalmente desregulamentado, lá governos não dão pitaco no serviço e mesmo assim computadores e celulares de altíssima qualidade são oferecidos para todas as pessoas de forma acessível. Quer um exemplo mais próximo? Pense como o Uber, sem regulamentação, oferece carros melhores, mais seguros e mais baratos para toda a população (agora compare com os táxis regulamentados pelo governo).

E então: está cansado de pedir para ser menos roubado? Exija livre concorrência. Exija livre mercado nos transportes públicos.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Nota de Esclarecimento - Estamos de volta

O blog era aberto para qualquer um escrever, independente de convicções, sem existir praticamente nenhum tipo de filtragem. Informamos que continuaremos recebendo artigos, mas a partir de hoje - novas postagens passarão por avaliações criteriosas. Decidimos optar por esse caminho porque as pessoas que assinavam suas postagens, sem ter medo de colocar os seus nomes, poderiam estar sendo prejudicadas por indivíduos que assinavam postagens com pseudônimos. 

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Porque decidi me filiar a um partido político

Olá a todos, meu nome é Petrus Evelyn Martins, tenho 27 anos, nascido em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, mas vivi a maior parte da minha vida no Piauí e sinto-me piauiense e ainda mais teresinense pois foi aqui que cultivei minhas raízes afetivas mais profundas. 

Sou formado em jornalismo, mas como a grande maioria dos brasileiros – e também das pessoas de sucesso – não atuo na área em que possuo formação acadêmica formal – e hoje busco maneiras de empreender e quebrar velhos paradigmas e regras mercadológicas oferecendo consultorias empresariais, atendimentos diferenciados relacionados com o que vejo de mais avançado no mundo inteiro em relação a modificação do comportamento, neurologia, mudança da mente etc. 

Acredito piamente que nenhum conhecimento deva estar preso a nenhuma universidade ou nenhuma academia e sim o conhecimento pertence a todos, por isso preferi me manter alheio a busca títulos e fui em busca de mais conhecimento útil para a sociedade como busco ser além de rótulos.

Sempre, no entanto, evitei questões políticas por aquele mesmo sentimento de “tudo vai ser sempre assim, nunca vai ser resolvido”. Eu mesmo tinha visões políticas que chegavam ao extremo de realmente ignorar ao máximo possível as aversividades que a política e os governos naturalmente trariam pra minha vida, pois aquelas eram condições que eu não tinha forças para combater sem me envolver de maneira suja.

E, de repente, eu vejo que existem soluções. As soluções são muito mais simples que chegam a ser óbvias. Eu procurava nos outros coisas que estavam mim. No indivíduo. Nas minhas liberdades pessoais. Eu queria que um título acadêmico me definisse, eu queria que o governo resolvesse meus problemas, que tudo me seria de certa forma assegurado por um "governo pai" autoritário que fazia pequenas concessões enquanto era severamente exigente.

Como cidadão, pessoa, indivíduo, cada um pertence apenas a si mesmo. Governo nenhum deve guiar seus caminhos, suas escolhas, o que você faz com você senão você mesmo. Eu, que antes odiava política por conta de politicagens e negociatas comecei a ver como única saída a mais óbvia desde o início: que todos sejam livres como desejam ser e que o governo garanta apenas o mais básico para todos e não que seja um empresário que comanda cada passo e decisão do cidadão.

Busquei então os velhos caminhos e tentei o mais do mesmo para coisas totalmente novas. Como o Partido Novo, que é uma ideia incrível e que eu, do Piauí, quero fazer parte, quero adicionar com o que for possível para tornar essa uma realidade para cada um dos milhões de indivíduos, únicos, singulares que podem ser chamados de piauienses.

Escrito por: Petrus Evelyn

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Proibição de financiamento empresarial: "é cilada, Bino!"



"Misdirection" é a técnica que ilusionistas utilizam para chamar a atenção do público a determinado ponto do espaço, enquanto realizam a mágica em outro. Por exemplo: quando alguém prende a sua atenção no tal "câncer abominável do financiamento empresarial de campanha", enquanto este mesmo alguém simultaneamente se lambuza no financiamento público e no caixa dois.. de campanha.

Mas por que o PT deseja tanto a proibição do financiamento privado/empresarial de campanha? O que eles ganham com isso? Unindo os argumentos de Reinaldo Azevedo (único jornalista do Brasil que desvendou o "enigma") a algumas observações particulares, explicamos:

1. Caso a proibição se efetive, o critério para distribuição do financiamento público será ou o número de votos pra câmara, ou número de deputados eleitos;em ambos, o PT sai ganhando;
2. Como o caixa 2 obviamente não vai parar e a proposta é irrealizável (tendo sido encarada com "chacota" por políticos profissionais), será menos arriscado para empresários apoiarem governistas do que opositores; o conchavo unilateral, portanto, entre setor público e privado, aumenta, e o PT, bem como o "crony capitalism", saem ganhando.
3. Jogar o financiamento na clandestinidade aprofunda a corrupção, força o rebaixamento moral que interessa a qualquer revolução gramsciana, e joga o estado em um sistema cada vez mais parecido com a máfia, onde o PT tem mais prática,e por isso sai ganhando.
4. O PT controla os sindicatos, diretórios, movimentos socialistóides de massa e demais organizações "mamíferas", que fazem campanha indireta e diária para o PT - que sai novamente ganhando.

No entanto, o uso de dinheiro público para financiar campanhas de políticos - estrovenga muito mais absurda -  ninguém questiona. Como diria Antônio Fagundes, "é cilada, Bino!".





Por: Prof.Matos

sábado, 12 de setembro de 2015

Um mundo de párias, apátridas e jihadistas infiltrados






O jornalista piauiense William Tito, no site “políticadinâmica.com”, escreveu um artigo longo de nome "Um mundo de Párias e Apátridas" a respeito da crise dos refugiados na Europa, que faz um retrato amplo da situação, porém romantizado e equivocado quanto à essência do problema. 



Em seu texto, ele imagina que se trata de um problema exclusivamente humanitário, em que indivíduos desesperados com a guerra,miséria e com os horrores dos radicais religiosos estariam numa jornada heroica em busca da felicidade.  E nisso, Tito não difere da maior parte da grande mídia sobre o assunto. Diz ele que, em nome de “ser feliz”, o refugiado “é capaz de vestir-se de coragem a ponto de enfrentar o mar em um barquinho.” 



Mais de 100 mil mortes, crianças náufragas e milhões de miseráveis em fuga acendem o sentimento de revolta e compaixão em qualquer pessoa minimamente civilizada. Mas, diante da emoção natural manifestada frente à desoladora tragédia, Wiliam Tito acaba distorcendo os fatos, talvez inconscientemente, ou para se manter adequado ao discurso politicamente correto do humanitarismo - que adverte contra o risco de "pensar fora da caixa".



Então vamos sair da embalagem. Infelizmente, no caso dos refugiados sírios, o bom-mocismo não lança luzes sobre os fatos. Tito generaliza as razões dos deslocamentos migratórios africanos e asiáticos, ao afirmar que os atuais refugiados sírios são “os que não se conformam com a miséria, perseguição política, fundamentalismo religioso (...)” e que por isso “lançam-se em condições extremas para realizar seus sonhos."Segundo ele, "sempre foi assim e assim será.” Na verdade, não é bem assim. Longe disso. Não se pode jogar num mesmo balaio centenas de fenômenos migratórios distintos, e o caso sírio-islâmico (assim como muitos outros) tem inúmeras peculiaridades, que fazem toda a diferença para se entender o que estaria afinal acontecendo.
Uma destas “peculiaridades” que o jornalista deixou de comentar é que, dentre os refugiados, não estão apenas os que “não se conformam com perseguição e jihad”, mas também os próprios perseguidores e jihadistas. Mais de 4.000 soldados do Estado Islâmico adentraram na Europa disfarçados de refugiados, segundo o jornal inglês Sunday Express. O jornal DailyMail já havia noticiado a ameaça que chegou às mãos do Ministro italiano Angelino Alfano, feita pela cúpula do terrorismo islâmico, de enviar mais de 500.000 exilados de seu próprio povo para a Europa, como arma de coação psicológica. Nas palavras do ministro, "Se as milícias do Califado avançam mais depressa que as decisões da comunidade internacional, arriscamo-nos a um êxodo sem precedentes". Isto é: existem pessoas sendo EXPULSAS de seus países árabes pelos terroristas, para forçar o constrangimento humanitário internacional. E há muitos lucrando com isto.


William Tito fala do tema como se todos os imigrantes fossem refugiados. Isto não é correto. Existem 3 tipos de imigrantes compondo as tramas desta tragédia: 1.os refugiados, que partem por medo da guerra; 2. os exilados, indivíduos expulsos ou banidos por algum motivo, os mais pérfidos possíveis; e 3. os infiltrados, estrategistas islâmicos que simulam exílio para fins de ocupação na Europa. Como de praxe na história dos conflitos no oriente médio, os jihadistas islâmicos usam da boa-fé de muitos ocidentais e do sofrimento do próprio povo para barganhar interesses, insuflando (não sozinhos) uma tragédia entre inocentes para darem vazão ao seu delírio do califado mundial. 



Mas por que o Estado Islâmico estaria usando deste instrumento migratório como arma política?



Em geopolítica, usar a imigração como estratégia de poder não é um dado novo. Na disputa entre Berlim oriental e ocidental, Nikita Khrushchev aplicou a tática incansavelmente. O ex-agente de Moscou, Ion Mihai Pacepa, um dos maiores especialistas em serviços de inteligência do mundo, explica:



“Após a morte de Stálin, sua teoria “imutável” para a revolução mundial proletária foi substituída pela “estrada parlamentarista para o poder” de Khrushchev. Insurgências comunistas caíram em desuso. Imigração em massa – de propagandistas do bloco soviético – entrou em voga. E funcionou. Em meados de 1950, em torno de 30 milhões de pessoas na Europa Ocidental estavam votando na opção do Partido Comunista. O comunismo não foi imposto a eles pela força, como havia sido feito na Europa Oriental, porém esta não é toda a história. Nossa conspiração envolvendo a imigração em massa, apoiada por numerosas organizações de imigrantes que nós financiávamos no Ocidente, foi tão bem sucedida que nós começamos até mesmo a vender para países capitalistas alguns dos nossos próprios cidadãos em troca de moeda forte.”

Essa “negociação” de cidadãos está registrada no famoso documentário do History Channel, “Construção e Queda do Muro de Berlim”. Prossegue explicando Pacepa:



“Moscou acreditava que um afluxo massivo de imigrantes oriundos do bloco soviético iria não apenas espalhar os milagres do socialismo para a Alemanha Ocidental, mas que também afogaria a burocracia governamental, encurralaria o tesouro nacional, provocando o caos econômico e influenciaria os alemães ocidentais a votar pela opção socialista. (...) não conseguiu transformar a Alemanha Ocidental num país socialista, mas não foi por falta de tentativas. Durante o restante do meu tempo na Romênia, a Alemanha Ocidental foi inundada com imigrantes oriundos do bloco soviético. (...)



Depois de desertar, expus num memorando para o presidente Carter a respeito da ofensiva antiamericana por meio da imigração em massa – ele escreveu no memorando “tudo isso é novo para mim” – e no meu livro “Red Horizons” que o lema era Gutta cavat lapidem, non vi sed saepe cadendo (Uma gota d'água faz um furo na rocha não pela força, mas pelo gotejar contínuo). (...) a imigração em massa deveria fazer a Europa Ocidental e Israel passar para o nosso lado: gota, após gota, após gota. Necessitaria de algum tempo, porém, quando você não pode utilizar uma furadeira, aquela é a melhor maneira de fazer um buraco.”



No caso do islam radical, uma vez feita a ocupação, inicia-se o processo de isolamento em guetos, para finalmente eclodir em secessão, e construção de um estado independente islâmico no seio da Europa. Os guetos islâmicos já são uma realidade na França, e transitar por lá foi considerado tão perigoso para os ocidentais que o estado francês denominou estas áreas de “no-go zones” (“zonas perigosas”, ou “zonas para não ir” - vídeo no link). Desde 2010, cerca de 13 milhões de muçulmanos migraram para 27 países da União Europeia. A percentagem de imigrantes muçulmanos entre os estrangeiros chega a 39%. William Tito forneceu alguns números desta que é a maior crise de refugiados da modernidade. Vamos agora avaliar os números sobre o quão a estratégia migratória está sendo eficiente para a ocupação islâmica:

“A parcela de muçulmanos da população da Europa tem crescido em cerca de 1 ponto percentual por década nos últimos 25 anos, passando de 4% em 1990 para 6% em 2010. O número de muçulmanos na Europa cresceu de 29,6 milhões em 1990 para 44,1 milhões em 2010. A população muçulmana da Europa deverá ser superior a 58 milhões em 2030. Enquanto os muçulmanos representam hoje cerca de 6% da população total da Europa, em 2030, espera-se que os muçulmanos cheguem a 8% da população da Europa, ou o dobro do que era em 1990. Percentualmente, o país mais muçulmano da União Europeia é Chipre, com mais de um quarto da população total (25,3%), seguido pela Bulgária com 13,7% da população. O país com a maior projeção de crescimento de sua população muçulmana é o Reino Unido, que deverá ter uma população muçulmana de 5,5 milhões em 2030. Os dados de 2010 revelam que a idade média dos muçulmanos na Europa era de 32 anos de idade, enquanto a idade média dos europeus, em geral, era de 40 anos de idade, uma lacuna de oito anos. A idade média dos cristãos na Europa era dez anos mais elevada do que a dos muçulmanos, ou seja, 42 anos de idade. O estudo do Instituto de Pesquisas Pew analisou as tendências atuais nos 25 países europeus para os quais há dados disponíveis e descobriu que a mulher muçulmana de hoje tem uma média de 2,2 filhos, em comparação com uma média estimada de 1,5 filhos da mulher não-muçulmana, na Europa.”





John Locke, o pai do liberalismo, já recomendava a separação entre estado e religião para que a democracia e a própria liberdade religiosa fossem possíveis. A Shariah é o exato oposto disso: criminaliza qualquer estado não-islâmico.É muito estranho também que William Tito, em momento algum, use a palavra “islamismo” ou “islamismo radical” no seu texto, como se quisesse subtrair um fato essencial: o de que a versão moderna do islamismo radical foi teorizada pelo ideólogo da “Irmandade Muçulmana”, Sayyid Qtub. Qtub aliou o islam mais dogmático às estratégias do marxismo-leninista para, segundo suas próprias palavras, “mudar a sociedade da base ao topo, impondo valores islâmicos em todos os aspectos da vida, através da aplicação rigorosa da ‘Shariah’ – menos que isto não era islão”. Qtub não se preocupava com os "apátridas", porque não acreditava em pátria. Para ele, a única pátria possível seria o mundo completamente islamizado, e subjugado às leis corânicas. A obra extremamente radical de Qtub, “Maalim fi al-Tariq” (“Milestones”), é, depois do Corão, o maior fenômeno editorial da história do mundo islâmico. 


Ora, como uma obra tão vastamente consumida poderia não deixar marcas profundas numa cultura? É impossível analisar a questão da migração sírio-islâmica com seriedade sem levar em conta a fundação das bases teóricas do islam radical, e sem observar que deslocamentos de massas são fenômenos geopolíticos, que envolvem os bastidores daqueles que detém o poder. Decerto que muitos islâmicos convivem pacificamente e respeitam as leis do Estado, mas este vídeo dá uma ideia de como está o clima entre ocidentais e islâmicos na Europa:






Parece filme de ficção. E ainda na trilha do bom-mocismo, Tito afirma que “o choque cultural e a adaptação às leis vigentes de outras nações [europeias] podem fomentar crimes e alterar o cotidiano das pessoas.” É de se estranhar, já que muitos islâmicos praticam a Sharia pregada por Qtub, isto é, seguem as leis do Corão acima da legislação laica da pátria que os abriga. As palavras de Tito parecem sugerir que, se um refugiado comete um crime na Europa, a principal razão seria o “choque cultural”, que serviria como uma espécie de atenuante da responsabilidade pessoal. Nas palavras dele, “independente da boa-vontade de adaptação” do islâmico, eles poderiam ser “induzidos” ao crime devido ao “estranhamento cultural”. Sabe como é. A culpa é sempre dos ocidentais. Infelizmente, vimos esta “boa vontade” de muitos no vídeo acima. 


O jornalista, não satisfeito, dispara ainda que “os europeus sempre criaram grandes resistências em se misturarem etnicamente e culturalmente”. Ou seja: para William Tito, a culpa do choque cultural com os refugiados majoritariamente islâmicos passa a ser do...... Europeu! Uma verdadeira façanha de inversão da realidade.



O jornalista piauiense conclui que seria “sandice pensar que o mundo vai mudar suas razões que estabelecem as linhas de fronteira e suas políticas de imigração”. Mas, ao contrário, a falta de compaixão não é o motivo pelo qual a Europa restringe a abertura de suas fronteiras aos imigrantes árabes. Trata-se de uma questão de evidente prevenção contra episódios como o “Charlie Hebdo”; trata-se de uma Europa receosa depois dos atentados, e que se vê constrangida a tolerar entre si alguns intolerantes radicais. A favor da migração, sempre, mas a que custo? Como lembra Christopher Caldwell, em "Reflexões sobre a Revolução na Europa" (2009), “quando uma cultura insegura, maleável e relativista encontra uma cultura que é ancorada, confiante e fortalecida por doutrinas comuns, é geralmente a primeira que se adapta a última”. Os Europeus confiavam tanto que podiam ocidentalizar os islâmicos, mas viram que a receita da Turquia não iria se repetir sempre - e nem podia, pois são outras as circunstâncias.



A Europa que aprendeu a cultuar o multiculturalismo é hoje uma presa do fundamentalismo islâmico, afinal, são os tolerantes que tendem a ceder progressivamente de seus próprios traços culturais, em nome da “boa convivência” e dos bons costumes com a alteridade; enquanto isso, a forte aversão dos muçulmanos em assimilar a cultura de suas novas pátrias segue vencendo. Imigrantes muçulmanos (e neste caso, não só os radicais) não tentam apenas conviver com a cultura europeia, mas suplantá-la se possível. A tragédia dos refugiados e a ocupação islâmica proposital da Europa são dois fenômenos diferentes, que acontecem de modo simultâneo num mesmo evento - e não será possível perceber essa ambiguidade se focado somente no verniz da mídia brasileira. Os olhos do politicamente correto só enxergam aquilo que o paladar da opinião pública degusta: atraentes meias-verdades.



Por: Prof. Matos

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Manifestações: como o patriotismo trará mais liberdade

Libertários com senso prático aderindo às manifestações


No grupo Herois do Jenipapo-Piauí, alguns poucos membros parecem criticar a utilidade das manifestações para a causa libertária, já que as manifestações exaltariam a pátria e o nacionalismo, suposto entrave na luta contra o intervencionismo estatal.


Na interpretação destes libertários radicais, a ideia de "pátria" tupiniquim está associada a um tipo de visão política estatista (lem
bram do lema bizarro "O Petróleo é Nosso"?), que sonha com um grande ceasar brasileiro, guiando a nação para a ordem e o progresso, com "serviços públicos" de qualidade. Não deixam os críticos de ter alguma razão quanto a isso. Mas há um problema crucial: gostem ou não, a sensibilidade patriótica é um escudo cultural anti-comunista muito eficiente.

Já
tinha este pensamento quando me apercebi que Trotsky, o totalitário desvalido da Revolução Russa, já havia chegado à mesma conclusão mais de meio século atrás no livro 'Introdução ao Manifesto Comunista': "é bastante evidente que (...) a questão do nacionalismo se tenha convertido no mais daninho dos freios históricos nos países capitalistas adiantados". Traduzindo: o nacionalismo era um freio à "revolução socialista", que em seu delírio megalômano, Trotsky considerava ser o "avanço histórico" inevitável.

Nos EUA, 
também em resposta aos ataques terroristas, o nacionalismo excessivo gerou algumas vertentes exageradas, como se pode ver no movimento "Neocon" (que nada tem a ver com o conservadorismo clássico). Estes movimentos geralmente apoiam indiscriminadamente qualquer ação bélica em nome da "nação americana".  Ron Paul diz: "Patriotismo, para mim, é sempre apoiar a causa da liberdade". Nem ar, nem terra. Optamos por um meio termo. Liberdade demais corrói a ordem social, e ordem demais descamba para o autoritarismo - isto independe de ausência ou presença de Estado.

O que não se pode fazer é deduzir de falsas premissas que o "patriotismo" carregaria consigo, necessariamente, o germe do estatismo. Um Estado intervencionista per si abusa da liberdade, e o senso patriótico não tem relação de causa e efeito nenhuma com o problema. Existem muitas provas disso. Suíça é um dos estados menos intervencionistas do planeta, e lá, o patriotismo só cresce. A Austrália, que ocupa a 4° posição no índice de liberdade econômica, é notoriamente um dos países mais patriotas do mundo. Do lado oposto,
 o senso patriótico é combatido por estatólatras petistas, que provaram ter conduzido um dos governos mais intervencionistas da história brasileira. Que relação pode haver então, entre o patriotismo e o tamanho do Estado, a não ser meras analogias simbólicas que variam de circunstância em circunstância? O patriotismo é simplesmente o senso de orgulho pela própria cultura. Obviamente, muitos governos estatólatras USAM de um nacionalismo induzido para fazer a população confundir (e fundir) "patriotismo" e "estado", blindando, desta forma, os detentores do poder. Isto foi feito na Rússia stalinista, por exemplo, e em grau nunca antes visto, na China maoísta. Ron Paul não nega o patriotismo; apenas defende um tipo que priorize as liberdades: "devemos designar líderes com suficiente autoconfiança e força de caráter, capazes de desafiar as convicções convencionais e o falso patriotismo." 

Talvez o libertário Ron Paul saiba que o sentimento de "nação" é importante para resguardar valores como a soberania. O que ele e muitos outros libertários parecem não compreender é que o patriotismo, enquanto orgulho da própria cultura, ainda é elemento importante para exercer o bloqueio ideológico ao internacionalismo socialista, sobretudo no Brasil, onde o Foro de São Paulo vende o sonho (ou pesadelo) da "Pátria Grande Socialista" sul-americana - o que,no frigir dos ovos, significa "governo ainda mais centralizador". Além disso, o pedido justo de impeachment reforça uma posição de supremacia clara do poder civil sobre o poder estatal, e ajuda a combater o mal maior do planejamento central absoluto. 


Trata-se de definir prioridades. No atual contexto, despir-se de purismo ideológico, 
vestir o verde-e-amarelo e engrossar o coro das ruas contribui, e muito, com o ideal de liberdade. Por outro lado, recusar-se a fazê-lo contribui com o estado máximo socialista. Lamentavelmente, a brilhante ética de Rothbard não seria a disciplina mais habilitada a recomendar manuais de ativismo político. 


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Para compreender ações políticas efetivas, basta clicar neste link da aula de Silvio Medeiros sobre o estrategista Saul Alinsky.

Por: Manoela Baldesco